Reencontro
Há coincidência engraçadas. Almocei hoje com uma das duas outras pessoas que comigo entraram no mundo laboral há precisamente quinze anos e meio. Naquele dia de verão, éramos os três bem mais novos, magros, mais cabelo, cheios de força e imbuídos do espírito de missão, à descoberta de um mundo novo.
Um grande abraço CC e que tudo te corra pelo melhor!
Homem de volta à Lua (not!)
Acabei de ler que a Casa Branca retirou do orçamento para o próximo ano fiscal a ter início em Outubro, o projecto da NASA de USD 100.000 milhões que levaria de novo o Homem à Lua. O documento apresentado totaliza USD 3.8 biliões (3.800.000 milhões). É pena!
O dia em que o céu se abateu sobre a Ibéria
Uns falam em U, outros em V, outros em W e outros ainda em raíz quadrada. Qual será, não faço a mínima ideia! Mas que os dois últimos dias foram muito complicados, foram. O sell-off verificado nos dois mercados ibéricos, em mais duas economias da zona euro, os CDS a dispararem e os yields das OTs portuguesas a subirem, ficam, para já, para a história. Tal como ficarão, certamente, as próximas semanas/meses (poucos) com os acontecimentos que, inevitavelmente, se seguirão.
Back on track
Acho que sou algo irrequieto e não consigo ficar muito tempo sem fazer nada. Ontem, após algumas idas breves ao ginásio, fiz um primeiro treino mais a meu gosto. 2.400 metros em menos de 12 minutos, seguindo-se 9 séries de 200metros, terminando a 22kmh. E o cóccix nem se queixou, pelo que presumo já estar no sítio!

Adeus África
É já conhecido por muitos pelo que já o posso escrever aqui sem correr o risco de ser lido por alguém que pudesse ficar surpreendido com o anúncio. Até porque o mesmo foi feito a quem de direito em Outubro de 2009. Nesse mês, informei o sócio maioritário do grupo que pretendia abandonar Angola de vez, assim que terminasse o meu contrato, dali a 6 meses. Pediram-me para permanecer até ao fim do meu visto mas não sei, sinceramente, se aguentarei tanto tempo…
A decisão de regressar a Portugal, mesmo nesta altura “complicada”, prende-se com o esvaziamento total das razões que me levaram a permanecer por estas paragens do planeta. Não me revejo já em nada do que faço e quando tal acontece, deixo de funcionar em condições. É um desperdício. Para mim e para quem trabalha, lida comigo. Sempre fui dizendo, aqui e acolá, também neste blogue, que Luanda não é África. É uma amálgama. E não é desta África que eu gosto, a qual levarei para sempre em mim, comigo. Para sempre. Sempre.
O tempo de um sinal vermelho
Hoje, à chegada a Luanda, ao fim do dia, uma cena inacreditável que durou o tempo de um semáforo vermelho, mesmo no centro da cidade a escassos metros do Ministério das Finanças. À minha frente, o que vim a ver depois, uma miúda mulata num Chevrolet daqueles pequenos. Um gandulo – este tem mesmo que ser assim designado – daqueles que cresceu na rua e agora é grande, corpulento e mete “medo”, atirou-se à miúda e começou a insultá-la de tudo. Segundos depois disto ter começado, chegou um mulato de mota que o afastou, com a mota, do carro. Entre dois carros, o mulato e o gandulo trocaram palavras ao ponto do mulato, grande, ter descido da mota, enfiou dois murros no gandulo, disse-lhe algumas coisas e voltou para a mota. O gandulo tentou aproximar-se do mulato mas o carro que estava ao lado da mota empurrou-o fazendo descair o carro para cima dele. O sinal ficou verde e toda a gente avançou, ficando o gandulo a vociferar e os chinelos no meio da estrada. A sorte é que o tipo não estava armado!…
Alta competiiiiiiiiiiiiiii…ção!
Não sei se é um bom começo de ano ou um mau fim de ano… É que só descobri que tinha partido o cóccix 10 dias depois da ocorrência, ie, há 2 dias. E foi, “naquela”, a umas horas de regressar a Luanda, como andava algo “incomodado”, decidi ir ao médico. Escusado será dizer que nos rimos muito, a médica só abanava a cabeça e dizia “sem comentários”. Pior foi quando me disse que uma das formas de resolver o problema era introduzindo o dedo no ânus e recolocar o cóccix no sítio.
Resumindo, desportos de inverno não é propriamente adequado para os adoradores do sol.
Ontem
Dia de praia fabuloso na ilha de Luanda. Um calorão insuportável, a água fria à entrada para depois se tornar excelente a sua frescura. Areia escaldante e pele rosada, mesmo com protector solar. Mesmo a tempo de chegar ao inverno europeu com uma tez mais condizente com o estatuto de residente em África.
Seguindo
Acho que bati hoje o meu recorde pessoal de sempre ao fazer 23km/h, na 8ª série de 200m após uma corrida de aquecimento de 5.000m. De tal forma foi o treino que o companheiro de treino da “pista” ao lado perguntou-me se estava a fazer treino de maratona ao que anuí (estou a ser aconselhado por um veterano). Disse-me que estava a fazer excelentes séries (17kmh x 6 + 20kmh x 1 + 23kmh x1) pelo que o tempo deveria ser interessante. E que o difícil, na meia maratona, era baixar das 2h. Com um bocado de sorte, ainda vou à meia-maratona de Lisboa, em Março de 2010.
O ritmo cardíaco continua excelente com uma frequência cardíaca abaixo dos 160, em média, nos 7.000m a 13-13,5kmh e um IP de 55. Recuperação para baixo das 120ppm em 1min, quer nas longas distâncias quer nas séries onde as ppm chegam às 170-175.
De volta
A Luanda, há momentos. O calor abafado, apesar das três camadas de nuvens por cima da cidade e que tanta turbulência provocaram na aproximação à mesma. Para trás, umas férias inesquecíveis pelas pequenas (grandes) coisas. E a vontade de daí não ter saído, uma vez mais. E as saudades que já tenho…










