Ironia
Depois de ser chamado tuga por um polícia que protegia uma agência bancária, me terem sido solicitados os documentos por uma infracção que não cometi, pela insistência de um polícia incompetente e mal formado, já para não dizer mal intencionado, e de me ter insurgido contra a situação em si, ficou-me com os documentos e exigiu que o acompanhasse ao comando. Sem problemas de qualquer espécie, concordei e segui-o. Entrámos na estrada de Catete, em direcção a Viana, indo o polícia de mota à frente, sem capacete. Fez uma ultrapassagem a um camião e eu deixei-me ficar atrás do pesado devido ao trânsito na zona. De repente, vi um ligeiro a ultrapassar uma Hiace, o camião a travar e a guinar para a direita e, antes de travar e de me enfiar igualmente para a direita, ainda vi o ligeiro embater violentamente na frente do camião, saltando destroços por toda a parte. Vimos pessoas a saírem do ligeiro a chorar e a gritar, meio combalidos, e a deitarem-se no chão. Gente a sair dos carros e a correr. Carros a tentarem sair da áreal. Nós, como deixámos de ver o polícia, seguimos os carros que saíam do local, passando por entre os destroços do acidente. De repente, alguém diz “olha, o polícia!”. Tinha a mota desfeita e estava na berma da estrada, deitado e também ele combalido. Sem óculos, sem boné e ferido. Esperámos. Os polícias de trânsito no local mandaram-nos esperar. Pediram-nos para dar boleia ao polícia ferido, o que fizemos. Chegados ao comando, o polícia arrogante e mal-educado ainda disse qualquer coisa para o oficial da polícia de trânsito o qual o encaminhou para o comando para receber tratamento pois queixava-se de uma suposta perna partida. Deu-nos os documentos e disse-nos que podíamos seguir. Resultado do acidente: diversos feridos, aparentemente um morto (uma criança), 2 camiões envolvidos, 2 ligeiros e 1 mota.
Encasulado
E de repente o casulo foi como que rasgado, permitindo aperceber, mesmo que fugazmente, de forma brutal e aterradora, centelhas de uma realidade revelada em pontos de interrogação, de formas, cores e tamanhos variados, a velocidades várias, provenientes de todas as direcções.
E achava que já não tinha mais espaço para galos?
Novos treinos (forçados)
Graças a uma lesão nos tendões das duas pernas – aparentemente tendões inflamados – tive que suspender as corridas (estava a iniciar os treinos com 40km de bicicleta seguidos de 10km de corrida até onde conseguisse ou 20km de bicicleta e 5km de corrida) pelas dores que tinha nas pernas imediatamente acima dos tornozelos, na parte interior.
Hoje bati o meu recorde pessoal aos 25:00 (tempo máximo que dá para pedalar na bicicleta) ao fazer 13.460 metros, ie, 32,3km/h. Já dá para compensar o facto de não poder correr…
Cara ou coroa?
Já tentei ver a questão de vários ângulos e acabei sempre por ficar sem perceber o que levará a minha empregada a, invariavelmente, arrumar o estojo das lentes de contacto de pernas para o ar. É um daqueles pormenores assaz interessantes da mente humana.
E no que a episódios diz respeito, um olhar ou ouvido mais atentos deparam-se com um sem fim de episódios originais. No outro dia, à entrada de um banco, ouvi a pessoa que se seguia perguntar aos seguranças se podia entrar de chinelos. Assim como, na sede de um banco dito de poupança, a perplexidade de uma fila para senhoras e outra para homens… Já para não falar da confusão em que me meti, depois de ter protestado, entre procurações, assinaturas e outros mambos, à porta da chefe de serviço, tipo oficial de dia, o meu assunto ser intervalado, sem se darem conta que estava à porta e a ouvir tudo, uma mais entrada na idade, enquanto tirava fotocópias, dizer para a tal chefe de serviço e demais colegas que a filha dela não tinha vigarizado ninguém, que o branco é que lhe tinha dado tudo. Sim. O branco é que lhe deu tudo! Que era um grande da (empresa de construção civil portuguesa cotada na bolsa de Lisboa). E eu à espera…
Ainda, nestes assuntos curriqueiros, tempo para quase imolar-me num banco, também ele português, dos grandes, mas cuja gestão tem revelado uma incapacidade brutal para manter os níveis de qualidade de outrora. Como o assunto inspirava cuidados, fui eu tratar pessoalmente do assunto… 1º balcão: o equipamento está avariado pelo que não o podemos atender. 2º balcão: falta o carimbo da empresa por isso não o podemos atender (nem vale a pena dizer que ainda perguntei à fantástica funcionária se o carimbo também estava digitalizado no sistema ou se eram só as assinaturas). 3º balcão: iam realizar o meu pedido. Como ia demorar, fui dar uma volta e tratar de outros assuntos. No meu regresso, não o podiam fazer porque havia um problema qualquer e tinha que ir ao balcão original para ver o que se passava. 4º balcão (ou 0º balcão) e já a deitar fumo: atendimento ao cliente igual a zero. É espantoso como por cá, simples bancários acham que são banqueiros. Que nós não somos clientes. Somos apenas gente de casta inferior a quem eles, funcionários de um banco, estão a fazer grandes favores. Mas situações completamente inacreditáveis… A última foi com a gerente do balcão. Tudo o que se passou foi de tal forma grave que seguirá dentro de dias uma queixa formal à entidade supervisora.
À esquerda
Por cá, ainda sem inauguração, é já grande a circulação rodoviária na auto-estrada Benfica-Cacuaco. O que se vê é algo indescritível. O que me faz passar mais rapidamente é a enorme quantidade de anormais, incluindo quase todos os chineses que conduzem, que insiste e persiste em conduzir à esquerda, encostados ao eixo da via.
Nos últimos dias, tem estado um calor brutal. Anormal, mesmo. Um sol radioso e calor insuportável para depois chover torrencialmente, com direito a trovoada e tudo, ao fim do dia.
Precisamente hoje, a quase 150 a hora na auto-estrada e debaixo de um sol impiedoso, forçado a ultrapassar pela direita um camião tir que seguia igualmente a alta velocidade mas encostado ao eixo da via, explodiu literalmente um pneu do atrelado do lado direito, provocando uma nuvem de fumo e poeira que cortaram qualquer visibilidade, para além de apanhar com pedaços do pneu no pára-brisas. Tive sorte de não vir ninguém atrás, do camião não ter guinado para o meu lado, de ter conseguido travar calmamente já que não via nada e de não ter mesmo acontecido nada… Resultado, estou cada vez mais convencido que por cada acidente muitos mais incidentes graves ocorrerão que só por acaso não resultam em acidentes igualmente graves.
Tirando tudo o resto
E que é muito, muitíssimo, quem é que se lembra de ir em coluna, com os piscas todos ligados a 10 à hora, encostado ao eixo da via, numa suposta via rápida, às 6 e tal da manhã a caminho do cemitério? Ainda por cima a chover.
Facebook off
Nunca achei grande piada ao Facebook pelo que acabei de abandoná-lo. Se, por um lado, já tenho este espaço onde vou deixando algumas palavras, de vez em quando, o Facebook, tirando alguns [poucos] aspectos positivos, acaba por se tornar em mais um vício para o qual não tenho nem tempo nem paciência. Não tenho/sinto necessidade de ser popular e ter centenas de amigos à esquerda. Não tenho paciência e muito menos tempo para dezenas/centenas de entradas de jogos, quizzes e “estados”. Tenho cada vez menos pachorra para o virtual social (ou será social virtual?), preferindo, claramente, o contacto pessoal, ao vivo e a cores, com cheiro, com toque, com imagem tridimensional real.
União?!
Não fosse o assunto tão sério e o que terá afirmado hoje Berlusconi seria motivo para uma galhofa das grandes. Mesmo assim, ainda o é! Vem ele dizer que a Itália não tem nada a ver com os problemas dos outros quatro (Irlanda, Grécia, Portugal e Espanha). Que está em muito melhor forma, etc e tal. Eu mato-me a rir com estas coisas. Só estalou marginalmente o verniz e começam todos à estalada uns aos outros? Faz-me pensar como será quando for a sério…
A propósito desta notícia, o desenvolvimento do acrónimo PIGS para PIIGS e PIIGGS. Há lá pachorra?!
E continuam
A chegar anormais ao país. O último deixou-me perplexo. De tão soberbo jamais o esperaria por cá. Decerto dissertará com toda a propriedade, não faltará muito, sobre Angola e, porque não, África, das suas terras e gentes em resultado da sua profunda experiência de Luanda… Está mesmo na hora de partir que isto está a ficar muito mal frequentado.
Reencontro
Há coincidência engraçadas. Almocei hoje com uma das duas outras pessoas que comigo entraram no mundo laboral há precisamente quinze anos e meio. Naquele dia de verão, éramos os três bem mais novos, magros, mais cabelo, cheios de força e imbuídos do espírito de missão, à descoberta de um mundo novo.
Um grande abraço CC e que tudo te corra pelo melhor!
Homem de volta à Lua (not!)
Acabei de ler que a Casa Branca retirou do orçamento para o próximo ano fiscal a ter início em Outubro, o projecto da NASA de USD 100.000 milhões que levaria de novo o Homem à Lua. O documento apresentado totaliza USD 3.8 biliões (3.800.000 milhões). É pena!









